Igualdade
Eu me sinto tão perdido
Nem verdade sei mais definir
Não posso dizer do que sei
Não posso nem afirmar o que não sei
Tenho sempre os mesmos planos
Talvez eu nem vá mudar
Entra o ano e nada muda
A vontade continua
Rezo eternamente para ler a partitura
Vejo o rosto dos fiéis
Vejo a sala de troféus
Mas não vejo meu nome em parte nenhuma
Sei que ainda não posso estar ali
Ainda sou um estrangeiro
De vidas trocadas me cansei
Das feridas que não mais existem
Todas as coisas mudam
Sei que mudo também
Chega o fim do ano
Refaço todos os meus planos
Mudo tudo de lugar
Para depois perceber que nada vai mudar
Quando recomeça o ano
Vejo que tudo só trocou de casca
Nada muda ao meu ver
Mas a felicidade por isso não passa
Estranho a felicidade
Que o tipicamente anormal deixa
Tudo é igual por ser diferente
Mas ainda assim é igual e diferente
Mas sempre é melhor ser igual aos tão diferente
Do que ser igual tão simplesmente idêntico
Gabriel Moraes Vianna
Eu que agradeço as postagens rapaz.
ResponderExcluirMudanças me faz lembrar te uma música que vou te deixar como indicação: (Tori Amos - Winter)
É uma música que ela escreveu em dedicatória ao pai dela.
o/